terça-feira, 27 de novembro de 2007

Todas as coisas que sempre ignoramos...
...mesmo com tanto ódio, mesmo com tanto amor...
Até mesmo na indiferença sublime de cada gesto...

Eu me sinto cada vez pior :)

Obrigada por tudo isto, de verdade. Se não fosse por esse tipo de coisa, eu ainda seria a mesma idiota de algum tempo atrás.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

espanto.

"...e de repente um grito. Descobria-se como 'alguém' e deixava de ignorar sua própria existência...
Em um segundo, outro baque: onde estava? E por que estava?
A descoberta de si pelo Outro traz angústias e tormentas incompreensíveis...
...principalmente por aqueles tão imersos em suas próprias mentes... ensimesmados, não vêem o quanto a dor que causam é insuportável.
Como diabos eu pude chegar à este ponto? E como pude permitir que tudo isso acontecesse?

I'm getting closer to an end."


Medir as palavras. Pensar um pouco mais. Chegar perto do fim e dizer: eu recomecei. Ser outro alguém. Um ninguém. Ser um qualquer... se assim me quer.
As palavras mal-ditas. Malditas. Clichê. Superficial. Não tem coragem. Covarde. Odeia tanto à si mesma que chega a sufocar com seu próprio veneno. Nada é suficiente. Eu sou o fim do seu eu. O começo da sua deficiência. A falha dos seus pensamentos. A discórdia que predomina em suas vontades. Eu sou a vontade. A luxúria em sua pior forma... Não ouça meus versos. Não se encante com falsa beleza... Eu sou tudo que você ainda vai odiar.

domingo, 18 de novembro de 2007

say something...

...e ela disse que preferia não ver. Queria continuar cega, contentando-se com a imensidão vazia de seus desejos e sentimentos.
Estava em branco, nada restava. Nenhum ato. Nenhum fato.
Tudo que via pensava não existir. Tudo que sentia, só sentia por seus impulsos naturais.
Distorcia as palavras como se amassasse uma folha de papel. Elas tinham cores... e saltavam.
Mesmo em silêncio dizia algo. Mesmo sozinha, sabia que havia alguém ali.
Esperava que suas flores doentias murchassem... mas estas flores continuavam vivas...
E pra sempre intocadas...

A verdade? Não espero ser compreendida, nem lida.
Só espero encontrar algum sopro de esperança.


//ef - final touch/hidden agenda

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Esse relógio conta de dois em dois minutos...


ou não .-.


Tô enjoada. Acho que vou dizer oi pro macarrão que eu comi.


ou não .-. [2]


//Dream Theater - Tears

why I felt this way?
Não me olhe com essa cara, lennavan. Eu não fiz nada demais.


Parece que não tá passando, ó... Tenho certeza que já fazem pelo menos dois minutos que estou vendo o relógio marcar 12:59.


Tá, e daí...
Eu queria escrever algo...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

so I ask myself...

...wtf I'm doing here yet?

Mesmo depois de tanto tempo, tantas coisas...
Fico me perguntando se todas aquelas pessoas são iguais... Isso é detestável.
O mais incrível é que sempre são as mesmas coisas... eu fico me perguntando porquê sempre acabo reagindo desta forma... me sentindo mal por uma coisa tão absurda...
Se antes eu tinha certeza, em certos instantes eu não tenho mais...
O que eu quero não é nada disso. Não quero coisas assim pra mim... e eu sempre, sempre odiei ser tratada dessa forma, então como diabos eu acabei permitindo que isso fosse acontecer?
Todas essas pessoas... que deveriam ser sempre tão especiais... acabam sempre se tornando "isso"? E por minha culpa, talvez. Afinal quem as incentivou? Pois é...
Fico me perguntando se todos esses ciclos nunca vão se quebrar...


//lifehouse - everything
eu sei que me faz mal... e por isso mesmo ouço.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Enquanto tudo parece se arrastar, e eu continuo aqui... com minhas pétalas de desalento, com meu peito em eterno e silencioso pranto... com minhas palavras que nada dizem, nada são.
Enquanto eu, desgostosa com o destino, continuo a amaldiçoar qualquer alma errante que cruze meu caminho, continuo a maldizer qualquer infortúnio prazer da carne. Exageros...
Eu sou apenas o ódio em ócio, o veneno que circula pelas tuas veias... a vontade maldita de deglutir tuas vísceras.

Eu tenho raiva.

E gostaria de renascer.
Pura e virginal como o rosto da pobre donzela que dorme, sonhando com algum príncipe encantado... e mal sabe ela, coitada, vai ser chifrada.
Meu mau humor se estende por cada membro do meu corpo, minha impaciência no tremer das pernas, minha falta de vontade até mesmo para levantar-me e dirigir meu corpo até o banheiro, afim de satisfazer minhas necessidades humanas. E toscas. Nunca deixo de contar azulejos. E isso têm me irritado com mais freqüência.

O meu lugar no mundo? Que mundo, cara?
Eu tenho idéia do que possa ocorrer. Um escândalo. Eles me odiariam profundamente se soubessem...
A vagabunda. A meretriz ingrata que dorme com os pastores procurando pela satisfação de seus desejos imundos... enquanto promete aos deuses fidelidade e devoção. Enquanto diz, com toda sua alma, com todo seu coração, que o mundo deveria parar no instante que esses sentimentos pararem de pulsar dentro de mim.
E sabe o que eles me respondem? Vagabunda!
Esqueceu que o mundo não é só sonhos. Esqueceu que os deuses pouco se importam com quem as pessoas se deitam ou não. Nada disso parece ter importância.
Ainda assim, não consigo deixar de pensar todas as vezes que me olho no espelho: "tola!... por deus, mil vezes tola!"

E no que diabos me transformo todas as vezes que escrevo?
A poetisa infante deixou-me com as pragas do desalento. Sou apenas voz e piedade. Compaixão sem sinceridade. Profundidade e intensidade... nos terrores e temores que a vida me traz.

E eu os trago. Trago até meu pulmão queimar. Aspiro suas vidas e paixões até que lhes restem o remorço da vida. Até que o desgosto inundem suas almas e desejem a morte.

Oras! Estou sendo sincera.

Ainda espero o companheiro condenado. A pobre alma que por mim ainda sonha e suspira.
Tudo que eu mais amo... e ainda assim tenho que deixar...
Permitir que o tempo o arraste até o fim do mundo.
Tenho que permitir estar ausente. Tenho que deixar todas as noites...
Tenho que contar seu pulsar... para que eu me sinta viva. Para que meu coração podre sobreviva.
Tenho que respirar o ar de seus beijos, tenho que desejar sua carne...
a minha apodrece cada vez que acordo...
Mal consigo respirar.... e já cansei, cansei de derramar lágrimas...

Ainda dói! Diabos! Ainda dói! Queima como nunca havia queimado antes... e eu sei, amour, nunca, nunca queimará assim...
A brasa quente das tuas palavras ecoando no meu peito....

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

"tua doçura é sempre como uma faca a dilacerar todos os meus sentimentos"

...e milhares de outras vezes, eu repito.



Não aguento o toque de tuas mãos.... sinto como se queimasse em minha alma!
Sinto como se ficassem as marcas dos teus dedos... como se o caminho no meu corpo estivesse estampado em minha pele...
Sinto o prazer... sinto a angústia da abstinência...
Abstinência das tuas palavras, suaves carícias em meus ouvidos...
Sinto o remorso do rancor... sinto a mágoa da desilusão...
sinto o pesar da despedida... sinto a tragédia do amor.

Eu sou apenas uma personagem mal escrita por algum autor louco.
Eu inexisto.

"Minha vida é um palco.. e minha história, uma narrativa imperfeita."

Cansei de repetir meus clichês.
Vou dormir com os ratos hoje. Chega de brincar de gato.

//alter bridge - in loving memory.


Faz falta.
Cada época e sua lembrança.
A eterna melodia nostálgica.
E eu desfaleço....

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

one last goodbye...

Eu estou me sentindo tão... estranha.

...enquanto ele me dizia para não chorar mais. "vai ficar tudo bem... está tudo bem... tudo bem..", e mesmo que eu dissesse "vai embora, não quero estar com ninguém!", eu sei que ele permaneceria ali. O ciúme causa meu ódio.... e que direito tenho de dizer qualquer coisa? Logo e justo eu, Bonnie, ou Júlia, ou Christine, ou qualquer outro nome ridículo que tenham me dado. Não sou nenhuma delas... mas todas têm a minha face.
Aqui dentro dói, ainda dói. Não ter conhecimento de cada passo, cada mínimo movimento, não saber onde está, como está, porquê está.
Eu me sinto do mesmo jeito de antes. Igualzinho. Sem nenhum alfinete a menos. O mesmo peso lá dentro, as mesmas facas perfurando meu peito, o mesmo grito silencioso que qualquer alma viva e não tão desligada de tudo à sua volta ouviria vindo de meus suspiros.
Que faço se quase não tenho chances de dizer tudo que meu peito se recusa a abandonar?
Será que é esse mundo que eu quero? É realmente isso que eu procuro? Por que fazer parte de algo que não me pertence, algo que não tem em nada parecido com o que eu sou ou preciso?
Ainda me sinto deslocada... Nunca pertenci à lugar algum, à ninguém, nada. E pra dizer a verdade, continuo me sentindo aquela "menina"... eu gostaria de ser e estar assim até o fim. Mas nunca, nunca poderei ignorar a realidade.... ou a cruel verdade de não poder ser mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Já não vejo graça em nada... minhas fugas não surtem mais efeito... eu não tenho mais nenhum vício... talvez eu já tenha abandonado tudo e não saiba.
Que me importa agora?...


it's over.

//ef - ett

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Eis o último alfinete..

...esperava que tocasse em qualquer outro canto, menos aqui... Sinceramente... eu procurei acreditar que tudo fosse ficar bem, tentei ver com outros olhos, tentei mudar, eu juro, eu tentei... Tentei pensar em outras coisas... e fiz coisas das quais não me orgulharia nunca, mesmo que eu estivesse louca.
E pra quê, lennavan? Pra receber tudo isso? Pra levar um tapa na cara? Pra ver tudo descer pelo ralo de novo? Me diz, lennavan... o que foi que eu fiz dessa vez? Ousei desejar, procurei amar até meu coração explodir, em chamas...
E pra quê, lennavan?
Pra aceitar matar a mim mesma aos poucos?
Pra aceitar que meu orgulho não vale de nada... e pouco importa o maldito caráter que eu tenho.
Pouco importa se sou bonita ou feia, pouco importa se eu tenho coração.
Pouco importa se tudo que eu mais quis cuidar, é o que mais cria espinhos e me fere agora!
Pouco importa se passo horas e horas sonhando acordada com tolices e outras coisas... se eu sempre estarei errada. Que me importa agora, lennavan? Que me importa tudo isso...




....se todas as coisas que eu amo sempre, SEMPRE, serão destruídas, levadas embora, roubadas...
eu nem ao menos consigo dizer mais o que eu sinto...
e... eu gostaria de não sentir...
Queria odiar até a morte...
queria encher meu peito de veneno e me matar ao poucos...
tão altruísta que sou... agarrada ao meu amor... o amor que eu cuidei e senti...
Talvez enterrá-lo para que nunca mais respire... sufocá-lo-ei até a morte!
E talvez depois dela...
A morte ao menos, não me engana.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Enquanto as palavras fogem e o coração se recusa a bater...
Enquanto as horas passam e a mente se recusa a perceber...
Enquanto eu apenas imagino teu rosto sorrindo e meus lábios se recusam a fazer o mesmo...
Enquanto o mundo gira lá fora e eu não saio do lugar...
Enquanto tudo parece tão bem...
...e sem saber... aqui dentro.. nunca esteve pior...
Se soubesse os dias que eu conto... as lágrimas que eu deixei de derramar por quase não tê-las mais...
Se soubesse do orgulho que já até me recuso a ter...
Se soubesse dos caprichos que o coração de uma mulher pode ter!




...parece que tudo vai acabar... e esse é meu último instante...
tudo vai simplesmente deixar de existir...
e quem sabe, talvez não exista nada mesmo depois....

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

It makes me lonely.
It makes me very lonely.
When I see you here, waiting on...
It makes me tired.
It makes me very tired and inside of me, hinges on
But you here your heart don’t believe it and you will find it, waitin’ on
Everything I said, oh, well I meant it and inside my head, holdin’ on
Cos if I died tonight would you hold my hand, no,
would you understand and if I lived inspite
Would you still be here, no, would you disappear
Surely must be you, but I don’t make you lonely
I’ll get over you, but I don’t make you lonely... ♪


...e me lamentar pelas saudades que ainda sinto, pelos amores que já não me permito, por todos os desejos sempre tão reprimidos, por todos os olhares, faíscas de esperança... perdidas...
Como tentar compreender coisas que já te ferem tanto quanto a própria navalha, instrumento cortante que rasga a tua pele... mas não tão profundamente quanto teus próprios pensamentos.
Hoje estive livre... por um segundo, dentro de minha própria mente. Enclausurada até a morte... não desejo mais. Não procuro mais.
Eu deveria continuar sendo sempre tão alheia? E nunca minha, nunca própria. Esses sorrisos são teus, esses gestos não são meus... esse corpo tão sujo continua a segurar a alma pura que dorme...
Talvez eu deva soltá-la... porque em sonhos, ou em delírios, é mais fácil que me vejas.


//The Cranberries - Everything I said.

~saudades...

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

"Sit beside a fire place
I remember your warm heart.
Memories filled with plenty of love
And delight with my tears

I always love you
I can't see your face with my tears
Baby, I miss you
God, please don't take him
Far away from me
I love you forever

I'm walking in the dark
Is this a fog or tears?
I can't see anything
Where are you?
I'm holding a piece of dream that you gave me."

domingo, 26 de agosto de 2007

...então a menininha sorriu e viu que era tudo mentira. Mas oras! O que não é mentira agora?



Eu estou cansada. E esses mesmo ventos, com essas mesmas sensações e cheiros, fazem com que eu me afunde mais. Não me importo. A verdade? Cada dia que passa eu estou desistindo de tudo. Sem ver realmente o porquê. Sem conseguir alcançar um fio de luz... Sem tentar enchergar.
Tudo que eu sei é que minha paciência se esgota e o resto se desgasta...
É só isso que eu venho sentindo pelos últimos meses...
Ontem, sentada na beira da cama e pensando nos milhares de motivos que me levam a continuar com isto... fiquei lembrando do quanto eu já havia prometido coisas às outras pessoas. E na primeira oportunidade que tive, escapei de suas mãos e nunca mais voltei. Isso doeu.
Não é nada engraçado continuar assim... sem um lugar fixo dentro dos outros, sem um lugar fixo dentro de si mesma. Eu odeio não ter controle sobre meus próprios atos e pensamentos.
Mas sabe o que é engraçado? Esperança. A espera que continua aí dentro, em algum lugar. Como se tudo pudesse mudar de repente... e mudar pra melhor. Mas eu sei, todo mundo sabe, que isso não vai acontecer mais. Hoje, lennavan, eu acordei para um dia infeliz.
Acordei para outra realidade que me diz que sonhos não serão nunca mais permitidos. Eu estou cansada deles.
Por que tentar sonhar se tudo isso vai continuar a te ferir?
Que me importam teus motivos se agora eu já estou longe demais para ouví-los?
Não te importas? Afastando-me mais a cada dia que passa...
O que eu sinto? Nem eu mesma sei...
A raiva dá lugar à angústia, aquela tristeza aguda e perturbadora de sempre.
Nunca pareceu tão inverno quanto agora. Eu sei que nada vai renascer na primavera.
O que morreu no inverno, vai continuar preso nas teias do passado...
Eu sinto frio... quase não podia mais lembrar o que é ter essa sensação aqui dentro... mas ela nunca me deixa... eu deveria ter acostumado.
Se as pessoas soubessem... se elas realmente soubessem...
Acho que eu já tentei dizer tantas vezes que agora minha voz não pode mais sair... É tarde para explicações... é tarde para consolos, é tarde para desculpas... é tarde demais para tentar de novo.
Já está tão tarde e tão óbvio que eu me sinto até ridícula por estar dizendo tudo isto. De que adianta eu dizer também... eu sei que não serei compreendida da forma que gostaria.
Quantas vezes, lennavan? Quantas vezes o mesmo aconteceu?
Olhando para os fantasmas do passado... veja...
...aquele mesmo olhar do início permaneceu até o final... e teria continuado se meu egoísmo não tivesse sido tão grande e tão cego.
...larguei um sentimento tão grande por covardia, por medo, por dizer não suportar tudo... quando eu ainda amava! Permiti que o tempo o sufocasse até morrer por completo... até que todas as esperanças estivessem conformadas a perecer para sempre...
...e agora, lennavan? O que me resta agora? Saber que o que eu sinto hoje é superior à tudo que eu senti antes... e justamente por isso... dói muito mais do que qualquer um deles poderia ter me machucado...

Eu quis demais na hora errada. Tive a pretensão de querer significar algo... de novo.

Mas a verdade, liu... a verdade é que sempre seremos a mesma coisa. Nada.
Lembro de você... conformada e agarrada com o tédio.

Eu poderia ter ido...
...mas eu morrerria com você.
Como se agora fosse o suficiente para deixar de ter essa vontade de novo... eu quero ir embora. Quero fugir porque não sei lidar com o que eu sinto. Quero fugir porque já não suporto ter que dizer sempre as mesmas coisas. Quero fugir porque eu não sei amar... sem ter que me destruir tanto. Não sei amar sem ter que prender as pessoas. Não sei amar sem ter que torná-las escravas do meu amor doentio. Não sei amá-las sem desejar que elas se machuquem e sintam as mesmas dores que eu. Não sei amar sem ter que desejar morrer a cada instante. Eu não sei amar, lennavan... Só sei desejar.
Espero que os meus desejos me matem. Só assim eu teria um pouco de paz... morrer nas mãos de tudo aquilo que eu mais desejo.
Eu mataria por prazer. Eu mutilo por luxúria. Eu tento por orgulho. Eu escrevo porque já não tenho voz. Eu procuro onde dói porque eu quero sentir mais dor... Quero sentir e entorpecer minha mente até eu esquecer por completo...
Até que tudo seja apenas um pequeno engano...
E o tempo, que tudo leva, venceu mais uma vez. Eu deixo ir embora. E não luto mais por coisas já tão mortas quanto eu.
Não quero tentar algo que só vai me machucar... ainda mais.
Eu estou tão chateada que posso dizer coisas injustas sem pensar... mas no final das contas...
quem foi que machucou mais? Eu. Quem foi mais injusta? Eu. Qual é a única razão de discórdia? Eu. Quem é que deveria estar envergonhada? Eu. Quem deveria ter sido menos impaciente? Eu. Quem é que está errada? Já não sei...
Meu coração tem razões suficientemente grandes para matar a si mesmo.

"O que me importa seu carinho agora
se para mim a vida terminou..."



//Alcest - Souvenirs d'un Autre Monde.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

...sentindo meu corpo pesado... uma leve dormência se expandindo por todo ele...
E há pequeninas manchinhas vermelhas perto dos meus olhos agora. O que me deixa desolada é saber que essas lágrimas não acabaram ainda... e talvez nunca acabem, nunca sequem.
É constrangedor falar sobre isso agora. Nunca me senti tão envergonhada em toda a minha vida... Nunca senti um peso tão grande como esse. Não quero que as pessoas me toquem... se uma delas sequer encostar em mim, creio que eu cairia em prantos novamente. Chorando feito criança... um choro longo, dolorido, agudo...
Acho que essa fantasia toda acabou... e eu deveria ter percebido que já estava grande demais para acreditar que alguma coisa na minha vida, principalmente por se tratar de mim, pudesse ser realmente perfeita. A única coisa que atinge a perfeição agora são os antigos sentimentos de antes. A desolação, a angústia, a solidão, o medo, o fracasso, a tristeza e a vontade desesperadora de ficar longe de tudo...
Andando de um lado pelo outro da casa, procurando qualquer coisa pra passar o tempo... e pra fingir não ver. Fingir não ver mais uma vez. Fingir que não é comigo.... talvez assim a dor decida ir embora e me deixe de vez...
Pego o telefone, disco o número, desligo. A voz rouca e quase muda da solidão dentro da minha mente não me deixa fazer nada.
Como uma vez, há muito tempo, eu havia dito à alguém... "deixe e guarde apenas as boas lembranças... o resto queime e jogue no vento... e talvez algum dia, quando decidir voltar... talvez as coisas já estejam melhores..."


//Anathema - one last goodbye
"somehow I feel you could never, never stay..."

domingo, 8 de julho de 2007

Daí então você percebe que por mais que você tente se enganar, tudo isso vai continuar sempre assim.
Você fala. E fala mais um pouco. E continua falando sobre as coisas que você sente. Mas no fundo... isso não tem tanta importância assim para os outros porque não são eles que estão sentindo. Você sempre soube disso. Mas nunca percebeu com tanta intensidade quanto agora...
Talvez um dia... "isso" faça falta. Ou talvez não. Talvez passe e ninguém perceba. As pessoas esquecem tão fácil.
Como todas as outras promessas, eu vou esquecer que um dia foi assim... mas não perdoar. Isso nunca.
Eu digo que dói... e você ouve, mas não ouve de fato. Mas não entende exatamente o porquê. Parece que eu nem ao menos existo de verdade.
E por mais que eu diga o quanto doa... parece que nunca vai parar... nunca vai terminar...

O problema não é com eles. É comigo. Não é?

Não importa quantas vezes eu diga...
Eu dizia que as pessoas deveriam prestar mais atenção no que dizem/fazem. E elas pensam que isso é sobre agir diretamente comigo. Mas existem outras coisas... que acontecem. E me afetam.

As palavras são ditas assim tão facilmente, né...

Talvez algum dia, ouvir isso de alguém te faça falta.


//Anathema - are you there?

Are you there?
Is it wonderful to know
All the ghosts...
All the ghosts...
Freak my selfish out
My mind is happy
Need to learn to let it go
I know you'd do no harm to me

But since you've been gone i've been lost inside
Tried and failed as we walked by the riverside
And i wish you could see the love in her eyes
The best friend that eluded you lost in time
Burned alive in the heat of a grieving mind

But what can i say now?
It couldn't be more wrong
Cos there's no one there
Unmistakably lost and without a care
Did we lose all the love that we could have shared
And its wearing me down
And its turning me round
And i can't find a way
Now to find it out
Where are you when i need you...

Are you there?
Pílula vermelha ou azul?


Mas ainda assim... tudo o que eu fiz nos últimos tempos foi me enganar. Procurar viver mentiras, iludir-me. Talvez assim eu conseguisse viver. Viver cega. Com os olhos vendados o tempo todo. Tentando sentir o vento no meu rosto, mas sem ver de onde ele vem. Eu estive com os olhos fechados... hoje eu me pergunto se eu teria a mesma decisão - ou opção, opinião - que eu tinha antigamente... Talvez tomar a pílula da verdade só me trouxesse experiências amargas... e eu fico imaginando se... se é assim com outros assuntos... saber da existência de certas coisas é doloroso... Viver mentiras é sempre mais confortável... e eu gostaria de ver mais verdades... mas... pelo menos hoje... acho que eu gostaria de ter uma ilusão pra me agarrar e acreditar...
Ter algo que me trouxesse um pouco mais de "vida".
Aí então, ela parou por um minuto e pensou: "quantas graças o destino faz... quanta gente se ilude e mente e o meu amor... o meu amor se desfaz...".
Enquanto isso, o que eu procurava talvez fosse apenas o meu próprio eu. Aquele alguém que sente na mesma intensidade, fala aquelas palavras bonitas que sempre me fazem chorar. Aquele alguém que me procuraria mesmo no silêncio. Mesmo na infindável distância dos olhares. Nem que fosse no fim do mundo. Eu procuraria. E largaria tudo. Fugiria para bem longe... encontrar meu amor... próprio. Aquele alguém que, quando eu estivesse chorando, olharia dentro dos meus olhos, dentro de mim e diria que tudo vai ficar bem, que não há nada para se preocupar e passaria a mão no meu rosto, enchugando toda e qualquer lágrima. Aquele alguém que quando eu sentisse vontade de ir embora, quisesse fugir e me esconder, iria me pegar pelo braço e me abraçar, fazer com que eu sinta mais vontade de ficar do que vontade de me enfiar no quarto e dormir.
Porque a demora, mon amour... parece séculos e séculos transcorrendo...
O segundo vago entre uma palavra e outra, entre um sorriso e um afago, entre um beijo e uma noite de amor, entre um olhar indiferente e uma lágrima...
Eu procuro um alguém-eu. Alguém que não faria com que eu tivesse aquela sensação de "parece que nada nunca aconteceu. E o dia não existiu."
E tudo isso só me faz ver que eu procurava meu amor-próprio... Queria tê-lo de volta e conseguir gostar da companhia do meu próprio eu. Sem ter crises. Sem ter que pensar demais. Sem ter que me lamentar de uma coisa ou outra. Sem ter que me sentir sozinha...
Mas eu me sinto sozinha. E isso tem aumentado cada vez mais.


.-.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

...como se fosse um sonho bobo. Buscando utopias para acreditar. Queria tudo, menos a realidade.


...nem tudo. Talvez nem isso...

ou aquilo.

tanto faz. Às vezes parece assim.

Dói, né ^^


Incertezas? Todas as possíveis.

Só que isso... é só um espelho refletindo a minha dor de conseguir ser sempre o lixo da história.
Que ninguém saiba. Nunca mais.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

I don't wanna sleep tonight...

O pra sempre, sempre acaba.
Quem dera eu pudesse viver pra sempre, sendo apenas uma espectadora da vida. Vendo tudo passar...
Eu não gosto dessa inconstância. Às vezes sou o nada, ninguém me vê, ninguém me sente, eu passo desapercebida... e assim tudo bem... mas... de repente, quando eu vejo, tudo acontece ao mesmo tempo. E comigo. E eu não queria que fosse assim.
Tudo acontece com todo mundo, não é?
Mas eu queria que deixasse de acontecer pra mim, em certos casos.
Tecer a própria lembrança, tecer o próprio caminho...
Eu estou ficando louca... e doente.

domingo, 17 de junho de 2007

bleed like me...

...and never try to hear me again.

Eu não quero mais ser ouvida.
Se há pouco tempo atrás, eu percebi o quão sozinha eu estava e desejava que eu nunca tivesse visto isso, agora eu desejo continuar só... e dançar sozinha todas as melodias que dilaceram-me (e somente elas fazem isso).
Não quero acreditar no seu deus. Não quero acreditar nas tuas palavras. Não quero ouvir meu nome sair da sua boca outra vez...
"lennavan... lennavan..."

Eu me sinto assim... e... não há nada que possa expressar esse estado de agora. Não é culpa de ninguém. Sou eu. Mas esse mesmo eu... não me deixa mais respirar. Não me deixa continuar sem vícios, sem raiva, sem mágoas... Não me deixa estar. Não me deixa ficar...
E eu queria tanto permanecer aqui... Só um pouquinho que seja.

Um pouco do que eu sinto? Eu sinto como se nada nunca pudesse me pertencer. Eu não faço parte disso. E ignoro. Não vejo o que está. Eu quero aquilo que não posso ter... até doer novamente.
Eu sei que vai doer... só queria não saber de que forma será. Está tão óbvio, lennavan...
Todas essas pessoas já viram. Eu não.


//...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Eu não estou...

...aonde deveria estar. Aliás, aonde eu queria estar.
Fico me perguntando aonde é que eu gostaria de estar, realmente. Não sou mais uma criança imprudente que não sabe por onde caminhar, por onde deve andar. Mas confesso que me sinto atraída por essas dores...
Talvez eu quisesse estar longe... bem longe daqui. Mas ao mesmo tempo, todas as vezes que vou para algum lugar, não vejo a hora de chegar em casa novamente. E poder dormir, tentar sonhar... ou então ler algum livro, enfiar a cabeça no travesseiro, andar de um lado pro outro sem ninguém reparando nas minhas manias. Sem ninguém me vendo. Eu gosto daqui porque ninguém me vê realmente. Só gostaria de não ter ouvidos. Estar completamente imersa no meu próprio eu.
Não tenho mais vontade de escrever. Só escrevo para passar o tempo... e isso faz com que minhas palavras estejam completamente vazias. Cheias do ócio e do tédio que me consomem... dia após dia, só vejo o naufrágio da minha própria mente.
Pessimismo, pessimismo... que se foda.


//wt - neverending story.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Eu nem ao menos sei o que eu poderia dizer a respeito. É óbvio que eu me importo. Hoje de manhã, enquanto tentava desviar minha mente de outros olhos, enquanto tentava convencer a mim mesma de que tudo isso estava errado... e que eu nunca poderia fazer isso porque eu sei que machucaria demais outras pessoas... e eu nunca quis isso... mas talvez agora eu queira. Eu estou cansada, lennavan! Se nenhum deles procura me ouvir... por que diabos eu tenho que fazê-lo? Não, lennavan... todas as vezes que coisas assim acontecem, você... simplesmente some de dentro de mim! Eu não posso ouví-la assim... e eu não sei o que fazer agora...
Odeio... odeio profundamente! Todas as vezes que eu penso que tudo vai voltar ao normal, que vai dar tudo certo agora... acontece isso! Eu não quero mais... não quero.
É o quê? A segunda? Terceira vez que isso acontece?
Tudo fugindo das minhas mãos... e eu perdendo o controle que eu já nem tenho! Como se, mais uma vez, a vida não fosse minha...
E eu sou apenas um pedaço de argila sendo moldado conforme a vontade das pessoas... e eu não quero isso!

Independentemente de qualquer coisa, eles continuam agindo como se tudo fosse normal. Essa normalidade me assusta. Não consigo nem ao menos descrever as imagens que aparecem na minha mente...
E talvez, se eu conseguisse, elas seriam bizarras demais até mesmo para mim...

//lifehouse - everything.

domingo, 10 de junho de 2007

Aquela velha sensação de nunca ter pertencido à lugar algum.

Eu sei o final. E isso dói. Queria não enchergar mais assim...
As pessoas deveriam aprender mais sobre mim...
Eu não continuo pra sempre...
Eu entro em suas vidas somente para que elas saibam que um dia eu existi.
E depois... eu fujo. E então nos perdemos... e não encontramos as mesmas portas de antes...

As mesmas pétalas ao vento... e eu nunca tentarei agarrá-las novamente...
Deixo que tudo se perca... mas eu também estou perdendo partes de mim.
Eu não sei como parar. E nem sei o que eu quero de verdade agora...
Novamente...