...sentindo meu corpo pesado... uma leve dormência se expandindo por todo ele...
E há pequeninas manchinhas vermelhas perto dos meus olhos agora. O que me deixa desolada é saber que essas lágrimas não acabaram ainda... e talvez nunca acabem, nunca sequem.
É constrangedor falar sobre isso agora. Nunca me senti tão envergonhada em toda a minha vida... Nunca senti um peso tão grande como esse. Não quero que as pessoas me toquem... se uma delas sequer encostar em mim, creio que eu cairia em prantos novamente. Chorando feito criança... um choro longo, dolorido, agudo...
Acho que essa fantasia toda acabou... e eu deveria ter percebido que já estava grande demais para acreditar que alguma coisa na minha vida, principalmente por se tratar de mim, pudesse ser realmente perfeita. A única coisa que atinge a perfeição agora são os antigos sentimentos de antes. A desolação, a angústia, a solidão, o medo, o fracasso, a tristeza e a vontade desesperadora de ficar longe de tudo...
Andando de um lado pelo outro da casa, procurando qualquer coisa pra passar o tempo... e pra fingir não ver. Fingir não ver mais uma vez. Fingir que não é comigo.... talvez assim a dor decida ir embora e me deixe de vez...
Pego o telefone, disco o número, desligo. A voz rouca e quase muda da solidão dentro da minha mente não me deixa fazer nada.
Como uma vez, há muito tempo, eu havia dito à alguém... "deixe e guarde apenas as boas lembranças... o resto queime e jogue no vento... e talvez algum dia, quando decidir voltar... talvez as coisas já estejam melhores..."
//Anathema - one last goodbye
"somehow I feel you could never, never stay..."
segunda-feira, 9 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
Daí então você percebe que por mais que você tente se enganar, tudo isso vai continuar sempre assim.
Você fala. E fala mais um pouco. E continua falando sobre as coisas que você sente. Mas no fundo... isso não tem tanta importância assim para os outros porque não são eles que estão sentindo. Você sempre soube disso. Mas nunca percebeu com tanta intensidade quanto agora...
Talvez um dia... "isso" faça falta. Ou talvez não. Talvez passe e ninguém perceba. As pessoas esquecem tão fácil.
Como todas as outras promessas, eu vou esquecer que um dia foi assim... mas não perdoar. Isso nunca.
Eu digo que dói... e você ouve, mas não ouve de fato. Mas não entende exatamente o porquê. Parece que eu nem ao menos existo de verdade.
E por mais que eu diga o quanto doa... parece que nunca vai parar... nunca vai terminar...
O problema não é com eles. É comigo. Não é?
Não importa quantas vezes eu diga...
Eu dizia que as pessoas deveriam prestar mais atenção no que dizem/fazem. E elas pensam que isso é sobre agir diretamente comigo. Mas existem outras coisas... que acontecem. E me afetam.
As palavras são ditas assim tão facilmente, né...
Talvez algum dia, ouvir isso de alguém te faça falta.
//Anathema - are you there?
Are you there?
Is it wonderful to know
All the ghosts...
All the ghosts...
Freak my selfish out
My mind is happy
Need to learn to let it go
I know you'd do no harm to me
But since you've been gone i've been lost inside
Tried and failed as we walked by the riverside
And i wish you could see the love in her eyes
The best friend that eluded you lost in time
Burned alive in the heat of a grieving mind
But what can i say now?
It couldn't be more wrong
Cos there's no one there
Unmistakably lost and without a care
Did we lose all the love that we could have shared
And its wearing me down
And its turning me round
And i can't find a way
Now to find it out
Where are you when i need you...
Are you there?
Você fala. E fala mais um pouco. E continua falando sobre as coisas que você sente. Mas no fundo... isso não tem tanta importância assim para os outros porque não são eles que estão sentindo. Você sempre soube disso. Mas nunca percebeu com tanta intensidade quanto agora...
Talvez um dia... "isso" faça falta. Ou talvez não. Talvez passe e ninguém perceba. As pessoas esquecem tão fácil.
Como todas as outras promessas, eu vou esquecer que um dia foi assim... mas não perdoar. Isso nunca.
Eu digo que dói... e você ouve, mas não ouve de fato. Mas não entende exatamente o porquê. Parece que eu nem ao menos existo de verdade.
E por mais que eu diga o quanto doa... parece que nunca vai parar... nunca vai terminar...
O problema não é com eles. É comigo. Não é?
Não importa quantas vezes eu diga...
Eu dizia que as pessoas deveriam prestar mais atenção no que dizem/fazem. E elas pensam que isso é sobre agir diretamente comigo. Mas existem outras coisas... que acontecem. E me afetam.
As palavras são ditas assim tão facilmente, né...
Talvez algum dia, ouvir isso de alguém te faça falta.
//Anathema - are you there?
Are you there?
Is it wonderful to know
All the ghosts...
All the ghosts...
Freak my selfish out
My mind is happy
Need to learn to let it go
I know you'd do no harm to me
But since you've been gone i've been lost inside
Tried and failed as we walked by the riverside
And i wish you could see the love in her eyes
The best friend that eluded you lost in time
Burned alive in the heat of a grieving mind
But what can i say now?
It couldn't be more wrong
Cos there's no one there
Unmistakably lost and without a care
Did we lose all the love that we could have shared
And its wearing me down
And its turning me round
And i can't find a way
Now to find it out
Where are you when i need you...
Are you there?
Pílula vermelha ou azul?
Mas ainda assim... tudo o que eu fiz nos últimos tempos foi me enganar. Procurar viver mentiras, iludir-me. Talvez assim eu conseguisse viver. Viver cega. Com os olhos vendados o tempo todo. Tentando sentir o vento no meu rosto, mas sem ver de onde ele vem. Eu estive com os olhos fechados... hoje eu me pergunto se eu teria a mesma decisão - ou opção, opinião - que eu tinha antigamente... Talvez tomar a pílula da verdade só me trouxesse experiências amargas... e eu fico imaginando se... se é assim com outros assuntos... saber da existência de certas coisas é doloroso... Viver mentiras é sempre mais confortável... e eu gostaria de ver mais verdades... mas... pelo menos hoje... acho que eu gostaria de ter uma ilusão pra me agarrar e acreditar...
Ter algo que me trouxesse um pouco mais de "vida".
Mas ainda assim... tudo o que eu fiz nos últimos tempos foi me enganar. Procurar viver mentiras, iludir-me. Talvez assim eu conseguisse viver. Viver cega. Com os olhos vendados o tempo todo. Tentando sentir o vento no meu rosto, mas sem ver de onde ele vem. Eu estive com os olhos fechados... hoje eu me pergunto se eu teria a mesma decisão - ou opção, opinião - que eu tinha antigamente... Talvez tomar a pílula da verdade só me trouxesse experiências amargas... e eu fico imaginando se... se é assim com outros assuntos... saber da existência de certas coisas é doloroso... Viver mentiras é sempre mais confortável... e eu gostaria de ver mais verdades... mas... pelo menos hoje... acho que eu gostaria de ter uma ilusão pra me agarrar e acreditar...
Ter algo que me trouxesse um pouco mais de "vida".
Aí então, ela parou por um minuto e pensou: "quantas graças o destino faz... quanta gente se ilude e mente e o meu amor... o meu amor se desfaz...".
Enquanto isso, o que eu procurava talvez fosse apenas o meu próprio eu. Aquele alguém que sente na mesma intensidade, fala aquelas palavras bonitas que sempre me fazem chorar. Aquele alguém que me procuraria mesmo no silêncio. Mesmo na infindável distância dos olhares. Nem que fosse no fim do mundo. Eu procuraria. E largaria tudo. Fugiria para bem longe... encontrar meu amor... próprio. Aquele alguém que, quando eu estivesse chorando, olharia dentro dos meus olhos, dentro de mim e diria que tudo vai ficar bem, que não há nada para se preocupar e passaria a mão no meu rosto, enchugando toda e qualquer lágrima. Aquele alguém que quando eu sentisse vontade de ir embora, quisesse fugir e me esconder, iria me pegar pelo braço e me abraçar, fazer com que eu sinta mais vontade de ficar do que vontade de me enfiar no quarto e dormir.
Porque a demora, mon amour... parece séculos e séculos transcorrendo...
O segundo vago entre uma palavra e outra, entre um sorriso e um afago, entre um beijo e uma noite de amor, entre um olhar indiferente e uma lágrima...
Eu procuro um alguém-eu. Alguém que não faria com que eu tivesse aquela sensação de "parece que nada nunca aconteceu. E o dia não existiu."
E tudo isso só me faz ver que eu procurava meu amor-próprio... Queria tê-lo de volta e conseguir gostar da companhia do meu próprio eu. Sem ter crises. Sem ter que pensar demais. Sem ter que me lamentar de uma coisa ou outra. Sem ter que me sentir sozinha...
Mas eu me sinto sozinha. E isso tem aumentado cada vez mais.
.-.
Enquanto isso, o que eu procurava talvez fosse apenas o meu próprio eu. Aquele alguém que sente na mesma intensidade, fala aquelas palavras bonitas que sempre me fazem chorar. Aquele alguém que me procuraria mesmo no silêncio. Mesmo na infindável distância dos olhares. Nem que fosse no fim do mundo. Eu procuraria. E largaria tudo. Fugiria para bem longe... encontrar meu amor... próprio. Aquele alguém que, quando eu estivesse chorando, olharia dentro dos meus olhos, dentro de mim e diria que tudo vai ficar bem, que não há nada para se preocupar e passaria a mão no meu rosto, enchugando toda e qualquer lágrima. Aquele alguém que quando eu sentisse vontade de ir embora, quisesse fugir e me esconder, iria me pegar pelo braço e me abraçar, fazer com que eu sinta mais vontade de ficar do que vontade de me enfiar no quarto e dormir.
Porque a demora, mon amour... parece séculos e séculos transcorrendo...
O segundo vago entre uma palavra e outra, entre um sorriso e um afago, entre um beijo e uma noite de amor, entre um olhar indiferente e uma lágrima...
Eu procuro um alguém-eu. Alguém que não faria com que eu tivesse aquela sensação de "parece que nada nunca aconteceu. E o dia não existiu."
E tudo isso só me faz ver que eu procurava meu amor-próprio... Queria tê-lo de volta e conseguir gostar da companhia do meu próprio eu. Sem ter crises. Sem ter que pensar demais. Sem ter que me lamentar de uma coisa ou outra. Sem ter que me sentir sozinha...
Mas eu me sinto sozinha. E isso tem aumentado cada vez mais.
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quarta-feira, 4 de julho de 2007
...como se fosse um sonho bobo. Buscando utopias para acreditar. Queria tudo, menos a realidade.
...nem tudo. Talvez nem isso...
ou aquilo.
tanto faz. Às vezes parece assim.
Dói, né ^^
Incertezas? Todas as possíveis.
Só que isso... é só um espelho refletindo a minha dor de conseguir ser sempre o lixo da história.
Que ninguém saiba. Nunca mais.
...nem tudo. Talvez nem isso...
ou aquilo.
tanto faz. Às vezes parece assim.
Dói, né ^^
Incertezas? Todas as possíveis.
Só que isso... é só um espelho refletindo a minha dor de conseguir ser sempre o lixo da história.
Que ninguém saiba. Nunca mais.
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