"Sit beside a fire place
I remember your warm heart.
Memories filled with plenty of love
And delight with my tears
I always love you
I can't see your face with my tears
Baby, I miss you
God, please don't take him
Far away from me
I love you forever
I'm walking in the dark
Is this a fog or tears?
I can't see anything
Where are you?
I'm holding a piece of dream that you gave me."
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
domingo, 26 de agosto de 2007
...então a menininha sorriu e viu que era tudo mentira. Mas oras! O que não é mentira agora?
Eu estou cansada. E esses mesmo ventos, com essas mesmas sensações e cheiros, fazem com que eu me afunde mais. Não me importo. A verdade? Cada dia que passa eu estou desistindo de tudo. Sem ver realmente o porquê. Sem conseguir alcançar um fio de luz... Sem tentar enchergar.
Tudo que eu sei é que minha paciência se esgota e o resto se desgasta...
É só isso que eu venho sentindo pelos últimos meses...
Ontem, sentada na beira da cama e pensando nos milhares de motivos que me levam a continuar com isto... fiquei lembrando do quanto eu já havia prometido coisas às outras pessoas. E na primeira oportunidade que tive, escapei de suas mãos e nunca mais voltei. Isso doeu.
Não é nada engraçado continuar assim... sem um lugar fixo dentro dos outros, sem um lugar fixo dentro de si mesma. Eu odeio não ter controle sobre meus próprios atos e pensamentos.
Mas sabe o que é engraçado? Esperança. A espera que continua aí dentro, em algum lugar. Como se tudo pudesse mudar de repente... e mudar pra melhor. Mas eu sei, todo mundo sabe, que isso não vai acontecer mais. Hoje, lennavan, eu acordei para um dia infeliz.
Acordei para outra realidade que me diz que sonhos não serão nunca mais permitidos. Eu estou cansada deles.
Por que tentar sonhar se tudo isso vai continuar a te ferir?
Que me importam teus motivos se agora eu já estou longe demais para ouví-los?
Não te importas? Afastando-me mais a cada dia que passa...
O que eu sinto? Nem eu mesma sei...
A raiva dá lugar à angústia, aquela tristeza aguda e perturbadora de sempre.
Nunca pareceu tão inverno quanto agora. Eu sei que nada vai renascer na primavera.
O que morreu no inverno, vai continuar preso nas teias do passado...
Eu sinto frio... quase não podia mais lembrar o que é ter essa sensação aqui dentro... mas ela nunca me deixa... eu deveria ter acostumado.
Se as pessoas soubessem... se elas realmente soubessem...
Acho que eu já tentei dizer tantas vezes que agora minha voz não pode mais sair... É tarde para explicações... é tarde para consolos, é tarde para desculpas... é tarde demais para tentar de novo.
Já está tão tarde e tão óbvio que eu me sinto até ridícula por estar dizendo tudo isto. De que adianta eu dizer também... eu sei que não serei compreendida da forma que gostaria.
Quantas vezes, lennavan? Quantas vezes o mesmo aconteceu?
Olhando para os fantasmas do passado... veja...
...aquele mesmo olhar do início permaneceu até o final... e teria continuado se meu egoísmo não tivesse sido tão grande e tão cego.
...larguei um sentimento tão grande por covardia, por medo, por dizer não suportar tudo... quando eu ainda amava! Permiti que o tempo o sufocasse até morrer por completo... até que todas as esperanças estivessem conformadas a perecer para sempre...
...e agora, lennavan? O que me resta agora? Saber que o que eu sinto hoje é superior à tudo que eu senti antes... e justamente por isso... dói muito mais do que qualquer um deles poderia ter me machucado...
Eu quis demais na hora errada. Tive a pretensão de querer significar algo... de novo.
Mas a verdade, liu... a verdade é que sempre seremos a mesma coisa. Nada.
Lembro de você... conformada e agarrada com o tédio.
Eu poderia ter ido...
...mas eu morrerria com você.
Como se agora fosse o suficiente para deixar de ter essa vontade de novo... eu quero ir embora. Quero fugir porque não sei lidar com o que eu sinto. Quero fugir porque já não suporto ter que dizer sempre as mesmas coisas. Quero fugir porque eu não sei amar... sem ter que me destruir tanto. Não sei amar sem ter que prender as pessoas. Não sei amar sem ter que torná-las escravas do meu amor doentio. Não sei amá-las sem desejar que elas se machuquem e sintam as mesmas dores que eu. Não sei amar sem ter que desejar morrer a cada instante. Eu não sei amar, lennavan... Só sei desejar.
Espero que os meus desejos me matem. Só assim eu teria um pouco de paz... morrer nas mãos de tudo aquilo que eu mais desejo.
Eu mataria por prazer. Eu mutilo por luxúria. Eu tento por orgulho. Eu escrevo porque já não tenho voz. Eu procuro onde dói porque eu quero sentir mais dor... Quero sentir e entorpecer minha mente até eu esquecer por completo...
Até que tudo seja apenas um pequeno engano...
E o tempo, que tudo leva, venceu mais uma vez. Eu deixo ir embora. E não luto mais por coisas já tão mortas quanto eu.
Não quero tentar algo que só vai me machucar... ainda mais.
Eu estou tão chateada que posso dizer coisas injustas sem pensar... mas no final das contas...
quem foi que machucou mais? Eu. Quem foi mais injusta? Eu. Qual é a única razão de discórdia? Eu. Quem é que deveria estar envergonhada? Eu. Quem deveria ter sido menos impaciente? Eu. Quem é que está errada? Já não sei...
Meu coração tem razões suficientemente grandes para matar a si mesmo.
"O que me importa seu carinho agora
se para mim a vida terminou..."
//Alcest - Souvenirs d'un Autre Monde.
Eu estou cansada. E esses mesmo ventos, com essas mesmas sensações e cheiros, fazem com que eu me afunde mais. Não me importo. A verdade? Cada dia que passa eu estou desistindo de tudo. Sem ver realmente o porquê. Sem conseguir alcançar um fio de luz... Sem tentar enchergar.
Tudo que eu sei é que minha paciência se esgota e o resto se desgasta...
É só isso que eu venho sentindo pelos últimos meses...
Ontem, sentada na beira da cama e pensando nos milhares de motivos que me levam a continuar com isto... fiquei lembrando do quanto eu já havia prometido coisas às outras pessoas. E na primeira oportunidade que tive, escapei de suas mãos e nunca mais voltei. Isso doeu.
Não é nada engraçado continuar assim... sem um lugar fixo dentro dos outros, sem um lugar fixo dentro de si mesma. Eu odeio não ter controle sobre meus próprios atos e pensamentos.
Mas sabe o que é engraçado? Esperança. A espera que continua aí dentro, em algum lugar. Como se tudo pudesse mudar de repente... e mudar pra melhor. Mas eu sei, todo mundo sabe, que isso não vai acontecer mais. Hoje, lennavan, eu acordei para um dia infeliz.
Acordei para outra realidade que me diz que sonhos não serão nunca mais permitidos. Eu estou cansada deles.
Por que tentar sonhar se tudo isso vai continuar a te ferir?
Que me importam teus motivos se agora eu já estou longe demais para ouví-los?
Não te importas? Afastando-me mais a cada dia que passa...
O que eu sinto? Nem eu mesma sei...
A raiva dá lugar à angústia, aquela tristeza aguda e perturbadora de sempre.
Nunca pareceu tão inverno quanto agora. Eu sei que nada vai renascer na primavera.
O que morreu no inverno, vai continuar preso nas teias do passado...
Eu sinto frio... quase não podia mais lembrar o que é ter essa sensação aqui dentro... mas ela nunca me deixa... eu deveria ter acostumado.
Se as pessoas soubessem... se elas realmente soubessem...
Acho que eu já tentei dizer tantas vezes que agora minha voz não pode mais sair... É tarde para explicações... é tarde para consolos, é tarde para desculpas... é tarde demais para tentar de novo.
Já está tão tarde e tão óbvio que eu me sinto até ridícula por estar dizendo tudo isto. De que adianta eu dizer também... eu sei que não serei compreendida da forma que gostaria.
Quantas vezes, lennavan? Quantas vezes o mesmo aconteceu?
Olhando para os fantasmas do passado... veja...
...aquele mesmo olhar do início permaneceu até o final... e teria continuado se meu egoísmo não tivesse sido tão grande e tão cego.
...larguei um sentimento tão grande por covardia, por medo, por dizer não suportar tudo... quando eu ainda amava! Permiti que o tempo o sufocasse até morrer por completo... até que todas as esperanças estivessem conformadas a perecer para sempre...
...e agora, lennavan? O que me resta agora? Saber que o que eu sinto hoje é superior à tudo que eu senti antes... e justamente por isso... dói muito mais do que qualquer um deles poderia ter me machucado...
Eu quis demais na hora errada. Tive a pretensão de querer significar algo... de novo.
Mas a verdade, liu... a verdade é que sempre seremos a mesma coisa. Nada.
Lembro de você... conformada e agarrada com o tédio.
Eu poderia ter ido...
...mas eu morrerria com você.
Como se agora fosse o suficiente para deixar de ter essa vontade de novo... eu quero ir embora. Quero fugir porque não sei lidar com o que eu sinto. Quero fugir porque já não suporto ter que dizer sempre as mesmas coisas. Quero fugir porque eu não sei amar... sem ter que me destruir tanto. Não sei amar sem ter que prender as pessoas. Não sei amar sem ter que torná-las escravas do meu amor doentio. Não sei amá-las sem desejar que elas se machuquem e sintam as mesmas dores que eu. Não sei amar sem ter que desejar morrer a cada instante. Eu não sei amar, lennavan... Só sei desejar.
Espero que os meus desejos me matem. Só assim eu teria um pouco de paz... morrer nas mãos de tudo aquilo que eu mais desejo.
Eu mataria por prazer. Eu mutilo por luxúria. Eu tento por orgulho. Eu escrevo porque já não tenho voz. Eu procuro onde dói porque eu quero sentir mais dor... Quero sentir e entorpecer minha mente até eu esquecer por completo...
Até que tudo seja apenas um pequeno engano...
E o tempo, que tudo leva, venceu mais uma vez. Eu deixo ir embora. E não luto mais por coisas já tão mortas quanto eu.
Não quero tentar algo que só vai me machucar... ainda mais.
Eu estou tão chateada que posso dizer coisas injustas sem pensar... mas no final das contas...
quem foi que machucou mais? Eu. Quem foi mais injusta? Eu. Qual é a única razão de discórdia? Eu. Quem é que deveria estar envergonhada? Eu. Quem deveria ter sido menos impaciente? Eu. Quem é que está errada? Já não sei...
Meu coração tem razões suficientemente grandes para matar a si mesmo.
"O que me importa seu carinho agora
se para mim a vida terminou..."
//Alcest - Souvenirs d'un Autre Monde.
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