Aí então, ela parou por um minuto e pensou: "quantas graças o destino faz... quanta gente se ilude e mente e o meu amor... o meu amor se desfaz...".
Enquanto isso, o que eu procurava talvez fosse apenas o meu próprio eu. Aquele alguém que sente na mesma intensidade, fala aquelas palavras bonitas que sempre me fazem chorar. Aquele alguém que me procuraria mesmo no silêncio. Mesmo na infindável distância dos olhares. Nem que fosse no fim do mundo. Eu procuraria. E largaria tudo. Fugiria para bem longe... encontrar meu amor... próprio. Aquele alguém que, quando eu estivesse chorando, olharia dentro dos meus olhos, dentro de mim e diria que tudo vai ficar bem, que não há nada para se preocupar e passaria a mão no meu rosto, enchugando toda e qualquer lágrima. Aquele alguém que quando eu sentisse vontade de ir embora, quisesse fugir e me esconder, iria me pegar pelo braço e me abraçar, fazer com que eu sinta mais vontade de ficar do que vontade de me enfiar no quarto e dormir.
Porque a demora, mon amour... parece séculos e séculos transcorrendo...
O segundo vago entre uma palavra e outra, entre um sorriso e um afago, entre um beijo e uma noite de amor, entre um olhar indiferente e uma lágrima...
Eu procuro um alguém-eu. Alguém que não faria com que eu tivesse aquela sensação de "parece que nada nunca aconteceu. E o dia não existiu."
E tudo isso só me faz ver que eu procurava meu amor-próprio... Queria tê-lo de volta e conseguir gostar da companhia do meu próprio eu. Sem ter crises. Sem ter que pensar demais. Sem ter que me lamentar de uma coisa ou outra. Sem ter que me sentir sozinha...
Mas eu me sinto sozinha. E isso tem aumentado cada vez mais.
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domingo, 8 de julho de 2007
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