...e ela disse que preferia não ver. Queria continuar cega, contentando-se com a imensidão vazia de seus desejos e sentimentos.
Estava em branco, nada restava. Nenhum ato. Nenhum fato.
Tudo que via pensava não existir. Tudo que sentia, só sentia por seus impulsos naturais.
Distorcia as palavras como se amassasse uma folha de papel. Elas tinham cores... e saltavam.
Mesmo em silêncio dizia algo. Mesmo sozinha, sabia que havia alguém ali.
Esperava que suas flores doentias murchassem... mas estas flores continuavam vivas...
E pra sempre intocadas...
A verdade? Não espero ser compreendida, nem lida.
Só espero encontrar algum sopro de esperança.
//ef - final touch/hidden agenda
domingo, 18 de novembro de 2007
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