"...e de repente um grito. Descobria-se como 'alguém' e deixava de ignorar sua própria existência...
Em um segundo, outro baque: onde estava? E por que estava?
A descoberta de si pelo Outro traz angústias e tormentas incompreensíveis...
...principalmente por aqueles tão imersos em suas próprias mentes... ensimesmados, não vêem o quanto a dor que causam é insuportável.
Como diabos eu pude chegar à este ponto? E como pude permitir que tudo isso acontecesse?
I'm getting closer to an end."
Medir as palavras. Pensar um pouco mais. Chegar perto do fim e dizer: eu recomecei. Ser outro alguém. Um ninguém. Ser um qualquer... se assim me quer.
As palavras mal-ditas. Malditas. Clichê. Superficial. Não tem coragem. Covarde. Odeia tanto à si mesma que chega a sufocar com seu próprio veneno. Nada é suficiente. Eu sou o fim do seu eu. O começo da sua deficiência. A falha dos seus pensamentos. A discórdia que predomina em suas vontades. Eu sou a vontade. A luxúria em sua pior forma... Não ouça meus versos. Não se encante com falsa beleza... Eu sou tudo que você ainda vai odiar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
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