Eu estou me sentindo tão... estranha.
...enquanto ele me dizia para não chorar mais. "vai ficar tudo bem... está tudo bem... tudo bem..", e mesmo que eu dissesse "vai embora, não quero estar com ninguém!", eu sei que ele permaneceria ali. O ciúme causa meu ódio.... e que direito tenho de dizer qualquer coisa? Logo e justo eu, Bonnie, ou Júlia, ou Christine, ou qualquer outro nome ridículo que tenham me dado. Não sou nenhuma delas... mas todas têm a minha face.
Aqui dentro dói, ainda dói. Não ter conhecimento de cada passo, cada mínimo movimento, não saber onde está, como está, porquê está.
Eu me sinto do mesmo jeito de antes. Igualzinho. Sem nenhum alfinete a menos. O mesmo peso lá dentro, as mesmas facas perfurando meu peito, o mesmo grito silencioso que qualquer alma viva e não tão desligada de tudo à sua volta ouviria vindo de meus suspiros.
Que faço se quase não tenho chances de dizer tudo que meu peito se recusa a abandonar?
Será que é esse mundo que eu quero? É realmente isso que eu procuro? Por que fazer parte de algo que não me pertence, algo que não tem em nada parecido com o que eu sou ou preciso?
Ainda me sinto deslocada... Nunca pertenci à lugar algum, à ninguém, nada. E pra dizer a verdade, continuo me sentindo aquela "menina"... eu gostaria de ser e estar assim até o fim. Mas nunca, nunca poderei ignorar a realidade.... ou a cruel verdade de não poder ser mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Já não vejo graça em nada... minhas fugas não surtem mais efeito... eu não tenho mais nenhum vício... talvez eu já tenha abandonado tudo e não saiba.
Que me importa agora?...
it's over.
//ef - ett
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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